Recebemos uma enxurrada de relatos, vídeos e fotos de todos os cantos do mundo no último período, mostrando camaradas da Internacional Comunista Revolucionária participando de eventos históricos e ganhando uma repercussão sem precedentes.
Nas palavras de um camarada, durante uma intervenção no acampamento na Puerta del Sol, em Madri: “O comunismo está se tornando cada vez mais popular. Não se trata mais apenas de números de alguma pesquisa — os comunistas estão aqui”.
Os últimos meses representam uma mudança de patamar na escala, na abrangência e no impacto da nossa atuação. O mundo está em chamas. Uma nova geração de combatentes de classe está surgindo, em busca de respostas — e nossas ideias estão conquistando mais desses combatentes do que nunca!
Espanha
Há um ano, a Europa foi atingida por uma onda de luta militante, desde o movimento “Bloquear Tudo” na França até a greve geral política pela Palestina na Itália. Agora, presenciamos uma nova onda de militância, protagonizada pela juventude.
Essas explosões foram desencadeadas por questões distintas (habitação na Espanha, educação na França, militarismo na Alemanha), mas são alimentadas pela crise geral do capitalismo mundial — crise que foi acelerada pelo impacto da guerra envolvendo o Irã e que se mostra particularmente aguda na Europa.
Todos esses movimentos são altamente politizados, e aqueles que estão na linha de frente mostram-se muito abertos a ideias comunistas revolucionárias.
Camaradas da Organização Comunista Revolucionária (OCR) — a ICR no Estado espanhol — engajaram-se na ocupação da Puerta del Sol, em Madri, onde montaram uma tenda adornada com bandeiras comunistas; ali, suas ideias têm encontrado eco, permitindo o recrutamento de novos comunistas. O camarada espanhol mencionado anteriormente descreve a situação no local:
“O clima está (…) carregado de discussões políticas constantes. Nossa bandeira com a foice e o martelo chama a atenção de todos. Conversas individuais rapidamente atraem um grupo inteiro ao redor da nossa mesa. Já conversamos com estudantes de apenas 13 anos que querem lutar!”
Camaradas da OCR distribuem propaganda, dia e noite, explicando que a única maneira de garantir moradia para todos os trabalhadores é expropriar os grandes proprietários de imóveis, os bancos e as construtoras, e administrar seus ativos sob controle dos trabalhadores.
A análise e o programa dos camaradas foram recebidos com grande entusiasmo, o que se refletiu no sucesso de sua escola regional no dia 10 de outubro — um evento que ficou completamente lotado! Só no último ano, as fileiras da OCR cresceram 40%.
França
Na França, a Geração Z está em pleno confronto com o regime de Macron, um regime a serviço dos ricos. O que começou como um protesto contra o estado precário das escolas transformou-se em um ponto de convergência para a fúria ardente da juventude e dos trabalhadores franceses, que veem seus futuros serem sacrificados no altar do capital. Diversas jornadas conjuntas de mobilização levaram centenas de milhares de pessoas às ruas, com os manifestantes enfrentando corajosamente os agentes da CRS — a tropa de choque de Macron.
Nossos camaradas franceses, do Parti Communiste Révolutionnaire (PCR), intervieram de forma audaciosa em 12 cidades, despertando o interesse de centenas de jovens militantes ansiosos por resgatar as tradições de maio de 1968 e da Comuna de Paris!
Um de nossos jovens camaradas apareceu em uma transmissão em inglês da France24, rompendo a cortina de fumaça de mentiras e propaganda burguesas para explicar por que a juventude francesa está em revolta:
“Há mais de 20 anos, a classe dominante francesa e o Estado vêm promovendo ataques constantes contra os jovens — contra suas condições de vida, seus direitos no ambiente escolar e suas condições de trabalho —, o que gerou um sentimento anti-establishment muito forte (…)
“Faço parte do Partido Comunista Revolucionário aqui na França; integramos uma organização internacional, um partido marxista presente em mais de 40 países. O que observamos hoje, em todo o mundo, é que esta é uma geração revolucionária. Não porque defendam a violência, mas porque existe uma profunda desconfiança em relação a um sistema que não tem feito outra coisa senão atacar as suas condições de vida. Por isso, eles buscam soluções revolucionárias!”
O incêndio se alastra
O incêndio na Europa se intensifica com força imparável, e não há lugar que escape à nossa presença!
Na Bélgica, nossos camaradas juntaram-se a dezenas de milhares de estudantes, que, seguindo o exemplo de seus irmãos e irmãs na França, deflagraram protestos radicais contra as medidas de austeridade e o aumento do custo da educação.
Em Portugal (que já viu duas greves gerais desde Dezembro do ano passado), os camaradas do Coletivo Comunista Revolucionário (CCR) juntaram-se a um protesto por moradia em nível nacional, liderado principalmente pelo Bloco da Esquerda.
No Porto, os camaradas assumiram a direção de um acampamento local (inspirado no da Puerta del Sol) antes que este fosse dispersado pela polícia. Eles se diferenciaram dos organizadores oficiais reformistas por meio de discursos audaciosos sobre a expropriação dos exploradores, conectando a luta em Portugal à batalha que se desenrolava no Estado espanhol.
A questão do militarismo tem sido mais um fator que impulsiona os jovens a ingressar na luta de classes. Uma Greve Internacional da Juventude Contra a Guerra está planejada para o dia 20 de novembro.
Estudantes alemães estão se rebelando contra os planos do chanceler Merz de instituir o serviço militar obrigatório para os jovens. Dezenas de milhares de jovens se mobilizaram para dizer aos capitalistas alemães: “nós não lutaremos nas suas guerras!”. Já ocorreram diversas greves estudantis, e outra está prevista para dezembro.
Camaradas do Revolutionäre Kommunistische Partei (RKP) deixaram sua marca ao longo de todo o ano, organizando um contingente expressivo nas manifestações do 1º de Maio em Berlim e atraindo muitos pessoas para o seu bloco, graças ao seu ímpeto revolucionário e a suas palavras de ordem comunistas.
Com essas forças ampliadas, eles intervieram nas greves escolares e estão preparando o terreno para a próxima greve, em dezembro. Eles estão conquistando a atenção de centenas de jovens radicais com sua proposta de transformar este movimento estudantil em um chamado à ação, capaz de atrair a classe trabalhadora para uma luta conjunta contra Merz, o militarismo, os cortes e o capitalismo!
Proibição do hijab na Áustria
Em muitos casos, nossos camaradas tomaram a iniciativa com demandas e estratégias que foram incorporadas pelos movimentos que surgem ao nosso redor.
Por exemplo, na Áustria, mais um movimento de protesto foi desencadeado por uma proibição federal que impede alunas de usar o hijab em sala de aula. Camaradas do RKP propuseram a coordenação da ação estudantil por meio da organização de comitês de greve — uma ideia que foi adotada com entusiasmo. Estão previstas conferências de greve em Viena e Graz para o fim de semana de 17 e 18 de outubro.
A greve teve início no dia 9 de outubro, com uma manifestação vibrante na capital. Nossos camaradas atuaram em mais de 80 escolas por todo o país, incluindo 10 somente em Viena. Recebemos o seguinte relato de uma testemunha ocular:
“3 mil pessoas reuniram-se em Viena na sexta-feira – a grande maioria, estudantes. O ambiente era extremamente jovem e, diria eu, as pessoas com quem conversamos estavam indignadas; ainda assim, havia um clima de otimismo. Podia-se ver jovens de apenas 11 anos gritando palavras de ordem em megafones e fazendo discursos sobre suas próprias experiências (…)
“Havia um forte sentimento de solidariedade internacional – o principal lema, ao longo de todo o movimento, era ‘Hoch die internationale Solidarität’ [viva a solidariedade internacional]. Um estudante que entrevistamos nos disse, de forma explícita, que os mesmos problemas contra os quais os estudantes franceses protestam (instalações com financiamento insuficiente, corpo docente sobrecarregado) também podem ser encontrados nas escolas na Áustria (…)
“Ao preparar esta greve, nossos camaradas enfatizaram constantemente a necessidade de os estudantes se auto-organizarem. Essa era a única maneira de a greve ser bem-sucedida. Todos os estudantes que se empenharam em convencer seus colegas e em coordenar as ações entre os comitês de greve sentiram-se extremamente motivados ao ver a adesão à manifestação.”
Os camaradas austríacos estão recebendo, neste momento, dezenas de novas solicitações de estudantes ansiosos por ingressar no RKP!
A questão do racismo também está impulsionando grandes protestos na Dinamarca. No dia 5 de setembro, ocorreu uma importante mobilização de direita, convocada por um grupo no Facebook chamado “Det Danske Folk” (O Povo Dinamarquês), que contou com a presença de um núcleo de elementos de extrema-direita e fascistas. Outra manifestação do tipo está planejada para o dia 17 de outubro.
Na esteira de uma greve de estudantes em apoio à Palestina, organizada pela Frente da Juventude Socialista (SUF) — a qual reuniu 1.000 estudantes do ensino médio em Copenhague —, o Partido Comunista Revolucionário (RKP) convocou os estudantes a organizarem uma contramanifestação no dia 17 de outubro.
Os camaradas já conquistaram o apoio de sindicatos específicos, como o 3F Copenhague, enquanto o Diretório Estudantil da Universidade de Copenhague (KU) colabora no planejamento da contramanifestação. A KU tem capacidade para mobilizar milhares de estudantes, o que pode resultar em uma demonstração de força extremamente poderosa.
No ventre da besta
Os crimes do imperialismo são um fator importante na luta de classes, e isso é mais verdadeiro do que nunca no “ventre da besta”.
Os camaradas dos Comunistas Revolucionários da America (RCA) têm realizado um trabalho exemplar ao mobilizar a juventude radical, os trabalhadores e a esquerda em defesa da Revolução Cubana, que Donald Trump está determinado a estrangular.
Os RCA organizou um dia de mobilização nacional em 3 de outubro, com atos de solidariedade em Nova York, Boston, Filadélfia, Chicago, St. Louis, Dallas-Fort Worth, Phoenix, Seattle e Los Angeles. Essas ações foram preparadas por meio de uma campanha política, que incluiu um episódio especial do podcast dos RCA, abordando o legado do imperialismo ianque em Cuba e as conquistas da revolução.
Os camaradas produziram um vídeo de solidariedade que foi visualizado mais de 800 mil vezes no Instagram e recebeu manifestações de apoio de figuras de destaque, como Chris Smalls, fundador do Amazon Labor Union, e Kshama Sawant, ex-vereadora socialista de Seattle.
O Dia de Ação preencheu uma lacuna na esquerda norte-americana. Nenhuma outra organização tomou medidas sérias em defesa da Revolução Cubana. Vale destacar que os camaradas dos EUA foram entrevistados pelo coletivo editorial cubano Punto Y Aparte, o que demonstra como sua oposição, baseada em princípios, ao imperialismo predatório de Trump é reconhecida por seus irmãos e irmãs de classe na ilha.
Enquanto isso, os RCA em Nova York levaram 65 camaradas a uma manifestação contra a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU.
Os camaradas logo perceberam que formavam o maior e mais bem organizado contingente na manifestação. Chamando a atenção da imprensa, 40 veículos de comunicação diferentes registraram o contingente dos RCA, transmitindo a imagem de comunistas na vanguarda da oposição ao genocídio em Gaza — incluindo a emissora favorita de Trump, a Fox News!
A juventude enfrenta a direita no Brasil
Enquanto isso, no Brasil — onde o desempenho abaixo do esperado de Lula no primeiro turno das eleições presidenciais levanta a possibilidade de que o reacionário Flávio Bolsonaro (filho do ex-presidente preso Jair Bolsonaro), apoiador de Trump, seja eleito no segundo turno —, a juventude tem se mobilizado em massa.
O resultado do primeiro turno, embora tenha gerado um sentimento de desespero entre os apoiadores do reformista Partido dos Trabalhadores (PT), despertou indignação e alarme em amplas camadas de trabalhadores e jovens, que não estão esperando por ordens para entrar em ação.
Nossos camaradas foram às ruas durante a gigantesca manifestação em São Paulo, organizada pelos estudantes, e conectaram-se com esse espírito combativo ao disponibilizar um formulário online para convidar as pessoas a integrarem suas fileiras — a iniciativa recebeu mais de 300 inscrições!
Além disso, os camaradas coletaram os contatos de 200 pessoas em um ato em São Paulo e convocaram uma reunião pública para debater formas de combater Bolsonaro. O encontro contou com a presença de 20 novas pessoas, das quais três decidiram ingressar no grupo ali mesmo.
A confiança e a determinação dos nossos camaradas contrastam fortemente com o pessimismo e a desorientação da esquerda “oficial”, e estão muito mais alinhadas com a consciência dos jovens que saem às ruas em massa para defender o seu futuro.
Comunistas britânicos sofrem o peso da repressão estatal
À medida que a ICR cresce, passamos a ficar cada vez mais em evidência. Na última semana, nossa seção na Grã-Bretanha, o Partido Comunista Revolucionário, atraiu a atenção de “ativistas” de extrema-direita, como Tommy Robinson; e, no fim de semana, a atenção da polícia, que atacou brutalmente nosso bloco durante a manifestação em apoio à Palestina, em Londres.
Desde que os eventos eclodiram na França, a porta-voz nacional do PCR, Fiona Lali, tornou-se alvo de ataques do “ativista” de extrema-direita Tommy Robinson, que a acusou de “incitar tumultos” após ela ter visto com bons olhos a possibilidade de o movimento da Geração Z, presente na França, chegar ao outro lado do Canal da Mancha.
Acontece que Fiona estava muito mais em sintonia com o estado de espírito da juventude britânica do que o Sr. Robinson, a julgar pela popularidade do grito “Tout le monde déteste la police” [todo mundo odeia a polícia] no protesto pela Palestina, ocorrido em 10 de outubro. É possível notar como os jovens ao redor do mundo buscam, dentro de uma perspectiva internacional, inspiração sobre como lutar contra suas próprias classes dominantes.
O PCR teve um impacto enorme na marcha que reuniu 100 mil pessoas, mobilizando um contingente de 700 camaradas: o maior bloco comunista visto nas ruas de Londres em décadas.
Isso foi uma prova não apenas do planejamento meticuloso desta intervenção específica, mas também de anos de trabalho paciente para construir e formar nossas forças, somados ao crescente entusiasmo pelo comunismo entre a nova geração!
A força do bloco dos camaradas não passou despercebida pela Polícia Metropolitana, que encontrou um pretexto para prender um de nossos jovens camaradas, arremessando-o contra um memorial da Batalha da Grã-Bretanha. Em vez de se deixarem intimidar, os camaradas entraram imediatamente em ação e tentaram impedir a prisão.
A polícia reagiu com uma investida violenta, prendendo 11 camaradas ao todo e, durante a ação, pisoteando as coroas de flores depositadas na base do memorial de guerra. Do alto do pedestal do memorial, Fiona denunciou, com seu megafone, a postura covarde da polícia:
“A repressão estatal é um sinal de fraqueza, não de força!”
Todos os nossos camaradas acabaram sendo libertados mediante fiança, sem a formalização de acusações. A imprensa sensacionalista partiu imediatamente para o ataque, distorcendo os fatos e acusando “baderneiros de extrema-esquerda” de “pisotear papoulas” no Monumento.
Políticos burgueses ecoaram essas mentiras escandalosas; o ex-líder conservador Iain Duncan Smith chegou a declarar, de forma exaltada: “Pessoas que pisam na memória dos heróis do passado não são dignas de estar na Grã-Bretanha”. Enquanto isso, Nick Timothy, secretário de Justiça do “gabinete sombra” conservador, afirmou: “Não há outra palavra para definir essas pessoas a não ser ‘escória’”.
Vindo de pessoas como essas, isso só pode ser considerado um elogio! Não damos a mínima para as ‘opiniões’ delas. Muito mais revelador foi o fato de que, desde a manifestação sobre a Palestina, os camaradas britânicos conquistaram quase 50 novos militantes — uma média de um a cada duas horas e meia! Eles estão atraindo esses novos combatentes graças à sua coragem, convicção e clareza de ideias, como bem resumiu um dos camaradas detidos:
“Nem algemas nem restrições impostas sob fiança podem deter uma ideia cujo momento chegou; é com essa convicção que afirmo estar confiante de que venceremos. Não permitirei que minha prisão me impeça de construir o partido do futuro, o PCR.”
Comunistas marcam presença com força total nas calouradas!
O início do ano universitário é sempre um momento importante para a nossa Internacional. Mas, desta vez — com a nossa inspiradora Escola Mundial como base e a luta de classes atingindo um ponto de ebulição por toda parte —, a nossa atuação nos campi não se assemelha a nada que tenhamos visto antes. E isso não apenas em relação ao número de novos integrantes, mas também à qualidade desses novos militantes.
O PCR na Grã-Bretanha realizou sua melhor intervenção de recepção a calouros até hoje, alcançando mais de 2.000 estudantes em 52 universidades. Uma estudante do primeiro ano em Birmingham, que comprou um exemplar do jornal do PCR, foi questionada se era comunista e respondeu prontamente: “claro!”. Ao ser convidada a explicar melhor, ela disse:
“Bom, eu tenho olhos e ouvidos, não tenho? Olhe para tudo ao nosso redor! Comprei este jornal ontem. Li tudo ontem à noite e pensei: uau. Aqui estavam pessoas finalmente dizendo as coisas que venho pensando desde os meus 13 anos.”
A “Ofensiva de Outono” dos camaradas nos EUA segue trabalhando intensamente, com informes inspiradores chegando de campi em Washington D.C., Seattle, Los Angeles, Minneapolis, Boston e muitos outros lugares. Apesar de terem de enfrentar a resistência das burocracias universitárias, os camaradas já conseguiram centenas de adesões — só em Los Angeles, 122 estudantes forneceram seus dados de contato.
Os camaradas relatam um alto nível de seriedade por parte desta nova turma de estudantes, que exige respostas sobre questões tão diversas quanto a Guerra Civil Sudanesa, a Revolução Cubana e a nossa postura em relação ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Ao norte da fronteira, camaradas do Partido Comunista Revolucionário (RCP/PCR) conversaram com milhares de estudantes em 35 campi no Canadá e no Quebec, cobrindo as paredes com 25 mil cartazes e adesivos.
Assim como nos relatos provenientes da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, os camaradas relatam uma sede por ideias e explicações substanciais, em vez de slogans vazios:
“Depois de passarem pela [nossa mesa], um grupo de cinco jovens retornou para conversar conosco. Partindo de quem foi Marx, passamos pela história da Revolução de Outubro [e]… por que precisamos das ideias marxistas mais do que nunca… Ao final da conversa, a primeira jovem disse: ‘Sinto que aprendi mais nesta conversa do que nos últimos cinco anos’, e comprou um exemplar do jornal com entusiasmo.”
Os esforços dos camaradas deram resultado: 100 pedidos de adesão em um período de cinco semanas!
No México, a “Ofensiva de Outono” dos nossos camaradas coincidiu com manifestações que marcaram o sequestro dos estudantes de Ayotzinapa, em 26 de setembro; o aniversário do massacre estudantil de 1968, em 2 de outubro; e um ato em apoio à Palestina, em 10 de outubro. O Partido Comunista Revolucionário (PCR) reuniu blocos amplos e combativos nesses eventos, levando essa energia para dentro dos campi universitários.
Há muito mais que poderíamos dizer. Deparamo-nos com o problema invejável de ter sucessos demais para relatar em um único artigo! Ao redor do mundo, tem-se a impressão de que a história está vindo ao encontro da nossa Internacional, que jamais combinou uma dinâmica de crescimento tão excelente com um compromisso ainda mais profundo com a teoria e a compreensão política.
Mas, na realidade, ainda há muito a fazer. Basta observar a situação do mundo para compreender a urgência da nossa tarefa.
Se quisermos libertar a humanidade do pesadelo criado pelo capitalismo, precisamos construir um partido comunista internacional de massas, capaz de conduzir a classe trabalhadora à vitória. Não podemos nos contentar com as nossas conquistas nem nos acomodar sobre os louros alcançados. É nosso dever, enquanto comunistas, seguir em frente e fortalecer ainda mais as nossas forças.
Para aqueles que ainda não se juntaram a nós nesta grande tarefa, só nos resta citar as palavras imortais do Manifesto Comunista: vocês não têm nada a perder a não ser as suas correntes – e um mundo a ganhar.


