Romper com a direção majoritária e construir uma alternativa de luta com independência de classe!
Nas últimas eleições para a direção do Sinpeem, observamos que parte da Oposição Unificada passou a compor a direção sindical ao lado da corrente majoritária, o grupo “Compromisso e Luta”, que tem como figura central Cláudio Fonseca. É legítimo que parte da categoria deposite sua confiança nos lutadores e lutadoras da Oposição. No entanto, há anos a categoria vem acumulando derrotas conduzidas pela atual direção sindical.
Cada vez mais, estamos percebendo a degradação das condições de trabalho e o avanço das privatizações no serviço público, promovidas tanto por governos de direita, quanto por governos que se apresentam como de esquerda, mas que mantêm uma política de conciliação de classes com nossos inimigos.
Ao mesmo tempo, está cada vez mais aparente a adaptação dos grupos da Oposição, que compõem a diretoria, às políticas derrotistas da direção majoritária. Esse processo tem levado à desmoralização da Oposição, à ausência de posicionamentos mais firmes e à falta de alternativas combativas, por não apresentarem um caminho de capaz de mobilizar a categoria.
Mesmo diante desses ataques e de uma direção sindical que boicota a luta da base, quando as trabalhadoras e os trabalhadores são chamados à mobilização, a categoria demonstra grande disposição. Isso significa que estamos prontos para enfrentar os ataques do governo Nunes e queremos ações combativas para garantir a vitória de nossas lutas! Mas, no momento em que a categoria mais necessita de uma alternativa classista, independente e de luta, parte dos grupos de Oposição vacila e segue compondo a direção sindical junto da corrente majoritária.
Em todo o mundo, a juventude e a classe trabalhadora têm se levantado contra as classes dominantes e seus representantes. Vejamos os exemplos das recentes manifestações dos estudantes da USP, das mobilizações na Bolívia ou dos acontecimentos no México, onde uma insurgência que tem os professores como ponta de lança está demonstrando que o caminho para a vitória não está na burocracia sindical, nos apelos a “políticos” reacionários ou na confiança na justiça burguesa. Precisamos de uma saída que fortaleça a unidade da classe trabalhadora e de suas organizações genuínas, construindo uma resposta concreta às nossas reivindicações.
Por isso, apelamos aos grupos de Oposição: rompam com a direção majoritária do Sinpeem! Isso significa abandonar os cargos ocupados na diretoria e construir junto à base uma verdadeira alternativa de luta, com independência de classe diante dos governos de direita e dos governos conciliadores de esquerda, em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Como pontos iniciais para uma reorganização da categoria, propomos os seguintes eixos de luta:
- Abaixo a privatização dos serviços públicos! Anulação das “concessões” e terceirizações!
- Valorização dos trabalhadores! Reposição salarial de todas as perdas inflacionárias e incorporação dos abonos aos padrões de vencimento!
- Efetivação direta dos trabalhadores contratados e terceirizados como servidores públicos! Garantia de todos os direitos e remuneração igualitária!
- Novos concursos públicos! Preenchimento de toda a demanda de vagas nos cargos!
- Revogação de todas as leis que retiram direitos! Manutenção da JEIF mesmo em casos de readaptação!
- Aposentadoria com garantias plenas e sem qualquer confisco!
Como parte desse processo, convidamos toda a categoria a participar do evento “Plenária das Oposições”, no dia 21 de junho (domingo), às 10h, na sede da CSP-Conlutas (Rua Senador Feijó, 191 — Praça da Sé, São Paulo/SP). É necessária organização para construir um sindicalismo livre, independente, classista e de luta!

