Em 1875, preparava-se um congresso na cidade de Gotha, na Alemanha, no qual seria selada a fusão do Partido Operário Social-Democrata Alemão (dirigido pelos marxistas) com a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães (de tradição lassalliana). A fusão resultou na criação do Partido Socialista dos Trabalhadores Alemães (que 5 anos depois mudaria o nome para Partido Social-Democrata da Alemanha, o SPD). Uma comissão mista com representantes das duas organizações preparou um projeto de programa. Marx fez uma dura crítica a este projeto de programa numa carta que enviou em privado a Wilhelm Bracke e que pediu que este a repassasse a August Bebel e Wilhelm Liebknecht. Depois da morte de Marx, esta carta foi publicada por Engels, em 1891 como a célebre “Crítica ao Programa de Gotha”. Engels decidiu publicar a crítica de Marx justamente porque estava desenvolvendo um combate contra o reformismo nas fileiras do SPD. Em sua crítica, Marx reconhecia a importância da unificação prática das duas organizações em um único partido, mas alertava que isso não deveria ser feito com base em concessões de princípios aos lassalianos ou isso resultaria em um programa reformista. Marx dizia que o melhor teria sido firmar um acordo de unificação e deixar para adotar um programa a posteriori, com mais tempo de discussão e já à luz da experiência prática após a unificação. É com este sentido que Marx escreve: “Cada passo do movimento real é mais importante do que uma dúzia de programas”.
Longe de querermos transpor mecanicamente análises de fenômenos e contextos tão distintos, pensamos que essa parte da história do movimento internacional da classe trabalhadora nos ajuda a compreender e analisar um acontecimento de importância significativa no movimento da classe trabalhadora brasileira hoje: o lançamento da “Bancada da Esquerda Radical”.
Uma nova referência eleitoral e política
Do ponto de vista da maioria da classe trabalhadora brasileira, de maneira grosseira podemos dizer que hoje é considerada a “esquerda” (Lula, PT, PCdoB, PSOL), o “centro” (dezenas de partidos burgueses que fazem negócios com a política) e a “direita” (Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Nicolas Ferreira, etc.). Partidos e organizações da esquerda radical são geralmente invisíveis para a grande maioria da população.
Ainda desse mesmo ponto de vista das massas trabalhadoras, podemos dizer que Lula, PT, PCdoB e o PSOL estão no governo de união nacional com todos os setores burgueses possíveis e trabalham para manter a atual ordem das coisas. Nas eleições que se aproximam é a extrema-direita que vende o discurso da mudança, inclusive de mudança “de tudo o que está aí”. Sabemos que é demagogia, mas isso obviamente não é percebido da mesma maneira pelas massas.
Embora os indicadores oficiais de desemprego estejam baixos, com a taxa de desocupação por volta dos 6% (cerca de 6,5 milhões de pessoas buscando trabalho sem sucesso), o Brasil ainda registra elevados níveis de informalidade, com aproximadamente 38,5 milhões de trabalhadores (37,5% da “população ocupada”) atuando sem registro formal ou proteções previdenciárias. Além disso, predomina a escala 6×1 para a maioria dos trabalhadores formais com jornada de 44 horas semanais, em todos os setores e não apenas no comércio.
Com o custo pra morar cada vez mais alto, o carrinho no mercado cada vez mais vazio, as dívidas cada vez maiores, a insegurança e a violência aumentando, os serviços públicos cada vez piores, não é difícil entender porque há tantos trabalhadores votando em demagogos de direita.
Urge uma alternativa à esquerda de Lula que seja visível para os trabalhadores, que defenda mudanças, não de maneira demagógica, mas real. Que proponha mudanças radicais, ou seja, nas raízes da sociedade atual. Uma alternativa como esta poderia não apenas ajudar a classe trabalhadora a superar suas direções tradicionais identificadas como a “esquerda oficial” que está no governo, como poderia inclusive disputar e atrair milhões de trabalhadores que hoje caem no conto dos demagogos de extrema-direita.
Foi com esse objetivo que apoiamos a pré-candidatura de Glauber Braga à presidência da república em 2022 (antes do PSOL começar a participar do governo de colaboração de classes encabeçado por Lula). Foi com esse mesmo objetivo que apoiamos a proposta de Mano Brown de lançar a candidatura de Jones Manoel a presidente em 2026.
Já debatemos em artigos no nosso jornal Brasil Comunista a questão das candidaturas dos 3 pequenos partidos legalizados da esquerda radical (UP, PSTU, PCB) que, ao não se unificarem, têm sido incapazes de ocupar esse espaço (nas eleições anteriores, e até agora, não foram percebidos ou considerados “viáveis” pela grande massa de trabalhadores e nem por uma vanguarda significativa).
O lançamento da “Bancada da Esquerda Radical” tem o potencial de ocupar esse espaço no atual contexto. Com figuras que já tem cumprido o papel de “tribunos do povo”, ecoando e dando expressão a várias demandas da classe trabalhadora e da juventude, como Glauber Braga, Sâmia Bomfim, Fernanda Melchionna e Renato Freitas, e Jones Manoel, que ganhou grande audiência nas redes sociais se identificando abertamente como “comunista” e defendendo a necessidade de uma “revolução brasileira”, a Bancada da Esquerda Radical pode aparecer para milhões de trabalhadores como uma nova referência política, de mudança radical, à esquerda de Lula, e não apenas para as eleições.
Para diversas camadas da vanguarda da classe trabalhadora, a Bancada da Esquerda Radical aparece como um feito de unidade que parecia impossível ou improvável. E apenas o seu anúncio já é suficiente para entusiasmar e dar esperança a milhares de ativistas e militantes Brasil afora. É neste sentido que damos as boas vindas à Bancada da Esquerda Radical e declaramos que todas as suas candidaturas terão o nosso apoio.
A questão em primeiro plano é: O lançamento da Bancada da Esquerda Radical ajuda ou atrapalha a luta da classe trabalhadora?
Se adotássemos uma abordagem sectária, poderíamos responder a esta questão da seguinte maneira: “Depende do programa que ela irá adotar”. Mas nós preferimos nos posicionar como Marx em 1875. Ele criticou o programa, mas não deixou de apoiar a unificação como um passo do movimento real mais importante que qualquer programa.
A questão do programa
Isso não significa que a questão do programa seja desimportante. Muito pelo contrário, tem grande importância. E a nossa defesa da Bancada da Esquerda Radical e o nosso apoio às suas candidaturas não nos impede de fazer as críticas programáticas. Pelo contrário, nosso apoio nos obriga a apontar as críticas, mas de maneira construtiva e não sectária. Nosso objetivo é ajudar a que essa seja uma iniciativa vitoriosa para a classe trabalhadora. Um passo que deve ser seguido por muitos outros passos do movimento real.
O fato de ter sido apresentado um manifesto-programa pela Bancada da Esquerda Radical já é um passo importante por si só. Está suscitando o debate entre toda a vanguarda da classe trabalhadora e isso só pode ser positivo. Cada vez mais ativistas, jovens e trabalhadores estão se colocando questões que não haviam se colocado antes.
A nossa organização – a ICR-Brasil, seção brasileira da Internacional Comunista Revolucionária – foi formalmente fundada em novembro de 2025, mas seus militantes, que vêm da antiga Esquerda Marxista, decidiram romper com o PSOL em 2023, quando este começou a participar do governo Lula-Alckmin. Ainda assim, nos mantivemos – e nos mantemos até hoje – no Conselho Político do mandato de Deputado Federal do companheiro Glauber Braga (PSOL/RJ), por compreender que este é um mandato que mantém a independência de classe e representa um ponto de apoio para a luta da classe trabalhadora no interior das instituições burguesas.
A ideia da Bancada da Esquerda Radical partiu do companheiro Glauber e, portanto, nós pudemos saber com antecedência do seu lançamento. Entretanto, não tivemos acesso à discussão de elaboração do programa apresentado publicamente em 2 de julho. Sabíamos apenas que teria 10 pontos, mas não sabíamos quais pontos seriam.
Por isso, em 1º de julho, na capa do nosso jornal Brasil Comunista, publicamos a manchete “Bancada da Esquerda Radical: Uma resposta à indignação”, mas logo abaixo, um subtítulo: “Programa de 10 pontos em construção precisa expressar o anseio por mudar todo o sistema”.
No editorial desta mesma edição, podemos ler:
“Como explicou Marx, ser radical significa ir à raiz dos problemas. E a raiz da crise brasileira está no próprio sistema capitalista. Tanto em sua estrutura econômica, quanto em sua estrutura social e política. Por isso, os 10 pontos da Bancada da Esquerda Radical devem apresentar respostas que ataquem as causas da exploração e da desigualdade, e não apenas seus sintomas.”
Mesmo compreendendo que o manifesto-programa apresentado em 2 de julho não se trata de um programa de um partido revolucionário, mas sim um programa eleitoral de um grupo de candidaturas a deputado federal no pleito das eleições burguesas, consideramos que é uma contradição não colocar explicitamente a necessidade da superação do capitalismo pela via revolucionária.
E essa contradição é flagrante porque sabemos que os proponentes deste programa, os fundadores da Bancada da Esquerda Radical, como Glauber, Jones, Sâmia e Fernanda, são valorosos revolucionários. Portanto, certamente não se trata de uma questão de concepção, mas parece uma opção de rebaixar o programa para que não “assuste” o eleitorado.
Não temos problema nenhum que haja propostas de reformas no programa. O nosso “Programa por um Brasil Comunista” também traz várias propostas de reformas. Os revolucionários lutam por reformas. Aliás, em nossa época, são os revolucionários que verdadeiramente lutam por reformas.
A diferença entre reformistas e revolucionários é que os reformistas acreditam que de reforma em reforma, gradualmente, é possível ir melhorando a sociedade até que um dia, num futuro distante, se torne a sociedade pela qual lutamos. Já os revolucionários sabem que cada reforma conquistada aumenta a tensão e contradição entre a classe trabalhadora e a burguesia, e a única maneira de garantirmos nossas conquistas é através da revolução proletária.
Mas uma revolução não ocorre por nossa mera vontade. Uma revolução é um fenômeno social de massas. E as lutas pelas reformas ajudam camadas amplas das massas a se colocarem em movimento contra os interesses das classes dominantes. Nesse processo, cada vez mais trabalhadores compreendem a necessidade de ir além das reformas, de expropriar o poder econômico e político da burguesia e tomá-lo em suas próprias mãos. Para isso, o programa dos revolucionários, dos comunistas, da “esquerda radical”, deve defender reformas sim, mas apontar a perspectiva revolucionária de derrubada do capitalismo.
O título do manifesto lançado em 2 de julho é: “Medidas econômicas para enfrentar o neoliberalismo, a desigualdade e a espoliação do país”. Ou seja, propõe-se a enfrentar aquilo que se enxerga como a pior expressão do capitalismo – “o modelo econômico neoliberal” – e não o sistema como um todo e em suas contradições fundamentais.
Dá-se a impressão de que a raiz dos problemas sociais não é o capitalismo em si, mas um certo modelo de gestão econômica do capitalismo, o “modelo neoliberal”.
Este equívoco vai reaparecendo ao longo do texto do manifesto algumas vezes. Mas, também, de maneira desconexa, é afirmado em outra parte, mais adiante, a necessidade de uma “estratégia anti-imperialista e anticapitalista”.
Ou seja, há partes contraditórias ou que permitem uma interpretação dúbia, imprecisa. Afinal, é preciso combater uma certa concepção econômica de gerenciar o capitalismo ou o capitalismo em si?
Na parte do programa de luta, onde estão os 10 pontos, essa contradição também está presente. Logo no primeiro ponto, é defendido revogar o novo teto de gastos, o que está absolutamente correto do ponto de vista dos interesses da classe trabalhadora. Mas, em seguida, podemos ler o seguinte:
“Instituir um Regime de Planejamento Orçamentário orientado por metas físicas – sociais, ambientais e de soberania – capaz de mobilizar plenamente os fatores de produção. No curto prazo, direcionar o investimento público para geração de emprego e atendimento das necessidades imediatas da população. No longo prazo, orientar a alocação de recursos para a sofisticação estrutural e produtiva da economia, com base em desenvolvimento social, sustentabilidade ambiental, autonomia e soberania nacional.”
Isso pode parecer progressivo à primeira vista, mas é claramente uma concepção baseada na chamada Teoria Monetária Moderna (MMT, da sigla em inglês, como é conhecida) – um embuste que tem seduzido economistas “anti-neoliberais”, e que não propõe romper os limites capitalistas. Pelo contrário, vende a ideia de que o capitalismo pode superar suas próprias contradições, sob certas condições e se for “bem administrado”.
Teoria Monetária Moderna vs. Marxismo
Em 2019, um dirigente do Partido Comunista Revolucionário (PCR) da Inglaterra, Adam Booth, já havia produzido uma crítica marxista à Teoria Monetária Moderna. Publicamos há alguns dias uma tradução ao português desta crítica, que pode ser lida por aqueles que quiserem se aprofundar.
Em resumo, podemos dizer que a MMT é uma teoria macroeconômica heterodoxa desenvolvida por um grupo inicial de economistas no anos 1990 e depois por inúmeros economistas em diferentes vertentes mundo afora, principalmente depois de ganhar a adesão de Bernie Sanders há cerca de 10 anos.
Centralmente, a teoria advoga que Estados nacionais capitalistas podem ser “soberanos” e “independentes” se operarem certas políticas macroeconômicas, sob a condição de seus Bancos Centrais serem subordinados ao governo e emitirem títulos de dívida pública em sua própria moeda.
Para os defensores da MMT, o gasto público deve ser financiado por meio da impressão de moeda, sem necessidade de refinanciá-lo posteriormente através de impostos. Entretanto, os defensores da MMT reconhecem que os gastos financiados por impressão de moeda são sustentáveis apenas enquanto a economia tiver capacidade ociosa. Uma vez atingido o “pleno emprego” e os limites de capacidade produtiva, a criação adicional de moeda gerará inflação, a qual o governo deve combater aumentando os impostos para conter a demanda.
Além de suas propostas de política macroeconômica, a MMT inclui também uma teoria do dinheiro derivada do cartalismo (tese desenvolvida por Georg Knapp que afirma que o dinheiro tem valor porque os governos o emitem e exigem que os impostos sejam pagos obrigatoriamente nessa mesma moeda), e propostas para garantir o emprego do exército industrial de reserva em ocupações nos serviços públicos (o que se assemelha ao fracassado projeto keynesiano de obras públicas para ocupar os desempregados).
O ex-presidente do BNDES no governo FHC e um dos formuladores do Plano Real, André Lara Resende, recém-convertido a seu modo à MMT, defende o fim da autonomia do Banco Central e a redução da taxa de juros, para utilizar a emissão de títulos da dívida pública como uma maneira e financiar investimentos públicos.
O “Regime de Planejamento Orçamentário orientado por metas” presente no manifesto-programa da Bancada da Esquerda Radical é muito parecido com o que Stephanie Kelton chama de “Plano de uso de recursos reais”.
Stephanie Kelton é uma das principais e mais conhecidas defensoras da MMT e autora do livro “O Mito do Déficit”, onde argumenta que “governos soberanos” (que emitem sua própria moeda) não podem falir e não precisam se preocupar com déficits orçamentários da mesma forma que famílias ou empresas.
Em tese, o Estado poderia sempre tomar emprestado emitindo títulos da dívida pública com uma taxa de juros mais baixa e pagar essa dívida imprimindo mais dinheiro.
No manifesto-programa da Bancada da Esquerda Radical é isso o que está implícito. Com as “metas sociais” sendo cumpridas, o que no curto prazo seria a geração de “pleno emprego”, mudaria-se o foco para “orientar a alocação de recursos para a sofisticação estrutural e produtiva da economia” – nesta parte talvez a inspiração venha do chamado “modelo chinês de desenvolvimento”. E tudo isso sem questionar a propriedade privada dos meios de produção, apenas estatizando setores estratégicos.
Mas isso tudo só poderia talvez dar certo se o dinheiro não fosse o que é. Ou se a teoria cartalista do dinheiro estivesse correta e a teoria marxista do dinheiro estivesse errada. Marx explicou n’O Capital, há mais de 150 anos, que o dinheiro equivale à circulação de mercadorias. Ao imprimir dinheiro não se cria valor. Dinheiro não é valor, mas apenas uma representação de valor. E o valor real é criado na produção, como resultado da aplicação do tempo de trabalho humano socialmente necessário. O dinheiro que um Estado imprime, portanto, só terá valor na medida em que corresponder ao valor que circula na economia, na forma da produção e troca de mercadorias.
Medidas muito semelhantes a essas advogadas pelos defensores da MMT foram aplicadas na Venezuela pelo governo Chávez. A história mostrou que sem expropriar a burguesia, por mais que se tente usar o Estado para controle monetário, fiscal, financeiro, o resultado é trágico, por mais bem intencionado que possa ser o governante.
No ponto 4 do programa, novamente fica claro que a Bancada da Esquerda Radical se apoia na MMT, quando lemos: “reorganizar juros, crédito, câmbio e capitais”; “Abandonar o regime de metas de inflação e subordinar a política monetária ao desenvolvimento produtivo do país e ao pleno emprego”; “Reduzir estruturalmente a taxa de juros, superando a formação puramente mercantil de preços em setores estratégicos e utilizando instrumentos públicos para estabilizar custos básicos da economia”.
Por isso também que o manifesto-programa não fala em fim do pagamento da dívida pública. Porque a MMT não é contra o endividamento público. Ao contrário, ela defende usar o sistema da dívida pública em prol do desenvolvimento econômico e da geração de empregos, por acreditar na magia da criação de dinheiro como panaceia para resolver todos os problemas.
Mas, em vez de imprimir dinheiro e administrar a demanda, os revolucionários deveriam defender a planificação da economia. Só que não se pode planejar aquilo que não se controla. E não se pode controlar aquilo que não se possui. Por isso, a planificação da economia pressupõe expropriar a burguesia dos meios de produção. Um programa revolucionário que se baseie no marxismo e no leninismo deve apresentar medidas que levem a essa conclusão. É o que propõe nosso “Programa por um Brasil Comunista”, lançado em março deste ano.
Primeiras conclusões
Um importante passo do movimento real foi dado com o lançamento da Bancada da Esquerda Radical. Devemos batalhar para eleger o maior número de deputados federais desta Bancada!
No manifesto-programa da Bancada da Esquerda Radical há partes que ajudam a colocar os trabalhadores em movimento por seus interesses, contra os interesses das classes dominantes e outras partes que ajudam a confundir os trabalhadores com os preceitos anti-científicos da Teoria Monetária Moderna. Neste sentido, é um programa contraditório, com uma base teórica eclética.
É preciso superar essas contradições programáticas. O próprio manifesto-programa conclama ao debate. Nós queremos debater para, com base na teoria marxista, ajudar a superar as ilusões na MMT e no “modelo chinês de desenvolvimento”.
Este é um debate que nos anima e que pode render muitos frutos, em especial a elevação do nível político de milhares de jovens, trabalhadores, militantes revolucionários que se colocarão a compreender as questões em debate e tomar posição. Só por este feito, o lançamento da Bancada da Esquerda Radical já recebe nossas boas vindas.
Apresentamos o “Programa por um Brasil Comunista” como uma contribuição para essa discussão, com o espírito radical necessário para melhor conectar os revolucionários aos milhões de trabalhadores e jovens indignados e radicalizados ou em processo de radicalização.
Convidamos nossos leitores a participarem deste debate e chamamos todos a se unirem aos “Comitês por um Brasil Comunista”, que estamos organizando em apoio às candidaturas da Bancada da Esquerda Radical e pela derrota de Flávio Bolsonaro! Junte-se a nós!
Comissão Executiva da Internacional Comunista Revolucionária – Brasil (ICR-Brasil)
17 de julho de 2026


