Mesmo que a social-democrata Magdalena Andersson consiga se tornar primeira-ministra, a maioria no Riksdag continuará sendo de direita. Não porque os suecos queiram políticas de direita – muito pelo contrário.
[Publicado originalmente no site marxist.se em 16 de setembro]
A eleição de 2026 aponta, acima de tudo, para um descontentamento latente — especialmente entre os jovens, os trabalhadores e os habitantes das áreas mais pobres do país, que viraram as costas tanto para a direita quanto para os social-democratas. No entanto, não havia nenhuma opção genuinamente de esquerda nas urnas.
Há um mês, a situação parecia desesperadora para o grupo de direita e racista do primeiro-ministro Ulf Kristersson. Com a equipe de Magdalena Andersson liderando por dez pontos percentuais, Jimmie Åkesson, do partido Democratas Suecos, preparava-se para liderar uma futura oposição de direita contra um governo liderado pelos Social-Democratas.
Os Social-Democratas, o Partido Verde e o Partido de Esquerda eram significativamente maiores do que o bloco de direita “Tidö” (N. do T.: nome do castelo onde nasceu o bloco, após as eleições de 2022), mesmo sem o Partido do Centro. Deveria ter sido uma vitória esmagadora.
Em vez disso, os Social-Democratas despencaram nas pesquisas, dia após dia, semana após semana. Nem o Partido Verde nem o Partido de Esquerda conseguiram atrair a maior parte dos eleitores que abandonavam o partido. No final, os Social-Democratas registraram seu pior resultado eleitoral desde a introdução do sufrágio universal (N. do T.: 1921). Juntos, os chamados partidos “vermelho-verdes” (Social-Democratas, Verdes e Partido de Esquerda) igualaram seu pior resultado de todos os tempos, que foi em 2022.
Ao discursar na noite da eleição, Ulf Kristersson não apenas observou que os partidos do Acordo de Tidö haviam protagonizado uma enorme recuperação. Acima de tudo, ele enfatizou que o Riksdag conta com uma clara maioria de direita.
Agora, para se tornar primeira-ministra, Magdalena Andersson precisará do apoio do Partido do Centro. Mas o Partido do Centro é um partido de direita — por mais que os social-democratas desejem o contrário. Ele exigirá mais políticas de direita: tirar dos pobres para dar aos ricos.
Um governo racista a serviço dos ricos
Deveria ter sido fácil para uma coalizão de esquerda digna desse nome vencer.
Antes de chegarem ao poder, os partidos do acordo de Tidö haviam prometido ajudar as pessoas comuns a enfrentar a crise inflacionária de 2022-2023. Não o fizeram.

O número de suecos que vivem em situação de pobreza material dobrou desde 2021. Os salários reais caíram. O subemprego aumentou. O desemprego aumentou.
Ao mesmo tempo, as fortunas dos super-ricos atingiram níveis cada vez mais absurdos. No último ano, os 46 bilionários (em dólares) da Suécia aumentaram sua riqueza em 204 milhões de dólares… por dia. Esse grupo restrito de pessoas, suficiente para ocupar uma suíte no Grand Hotel de Estocolmo, detém mais riqueza do que oito milhões de suecos somados. O governo de Kristersson tem governado para eles.
O governo de Kristersson tem sido também um governo do imperialismo sueco descarado. Foi um dos governos que mais apoiou, em todo o mundo, o genocídio de Israel em Gaza. Aclamou o sequestro do presidente da Venezuela pelos EUA como uma “libertação” e apoiou indiretamente o ataque ao Irã. O governo redirecionou a ajuda sueca ao desenvolvimento para servir mais claramente aos interesses de grandes corporações suecas no exterior — e para financiar a deportação de refugiados para zonas de guerra.
Nunca antes a política de uma coalizão governante sueca foi tão virulentamente racista e islamofóbica.
Basta ouvir Jimmie Åkesson, do partido Democratas Suecos, no último debate entre líderes partidários, no qual ele criticou o Partido de Esquerda e os Social-Democratas por tentarem mobilizar para votar pessoas de áreas com alta concentração de imigrantes:
“Esta pode ser a primeira eleição na Suécia em que a imigração muçulmana que vivenciamos desequilibra a balança em uma eleição geral. Pensem bem nisso.”
Após anos de ataques a imigrantes, particularmente aos muçulmanos, a implicação disso é clara. Como escreveram os Democratas-Cristãos em fevereiro: “O islamismo importado tornou-se uma ameaça ao sistema”. Sobre o mesmo tema, os partidos do Acordo de Tidö escreveram em junho que “o islamismo e o Islã político representam uma ameaça a toda a sociedade sueca”. A ideia é que devemos temer os muçulmanos e, consequentemente, apoiar os partidos do Acordo de Tidö.
O racismo na Suécia tornou-se cada vez mais tóxico. Organizações de extrema-direita, como o Alternativ för Sverige e o grupo fascista Aktivklubb, intensificaram sua atuação na “defesa da Suécia” contra a imigração. O terrorismo de extrema-direita, a exemplo do ataque à escola Brinell em Fagersta, está se tornando mais frequente.
Mas isso está provocando uma reação negativa cada vez mais forte.
O governo ultrapassou o limite para a maioria das pessoas quando intensificou a deportação de adolescentes. Setenta e seis por cento dos suecos se opuseram a essas deportações. Mesmo entre os eleitores do partido Democratas Suecos, havia mais pessoas contrárias à deportação de adolescentes do que favoráveis a ela. Uma onda de protestos varreu o país. O governo foi forçado a recuar.
Durante a campanha eleitoral, motoristas de ônibus em Skaraborg se recusaram a exibir a publicidade dos Democratas Suecos: “Sente falta de Mogadíscio? O auxílio para repatriação ajudará você a voltar para casa.”
Em Malmö, alunos da Latinskolan entraram em greve para protestar contra a ameaça de deportação de seu zelador. Grande parte da população não tolera mais o racismo.
Até mesmo a vice-primeira-ministra Ebba Busch, dos Democratas Cristãos — que até então tentava superar os Democratas Suecos em retórica xenofóbica —, percebeu os ventos de mudança e fez uma guinada de 180 graus. De repente, os Democratas Cristãos passaram a se apresentar como “a direita com coração”, preocupados com o fato de as pessoas não se sentirem bem-vindas na sociedade sueca.
A eleição de 2026 não poderia ser ganha com base no racismo. Era uma oportunidade de ouro para a esquerda.
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A oposição manteve uma vantagem expressiva em praticamente todas as pesquisas de opinião durante todo o mandato de Ulf Kristersson. Quando o governo começou a distribuir benefícios eleitorais sem precedentes — uma redução temporária do IVA sobre alimentos, preços de combustível mais baixos, tarifas reduzidas para passes mensais de transporte público, e assim por diante —, isso foi um sinal de desespero.
Pesquisa após pesquisa tem mostrado que a maioria da população deseja políticas de esquerda. Uma maioria clara opõe-se à obtenção de lucros excessivos no setor de bem-estar social. A maioria quer reestatizar as ferrovias e as farmácias, além de reduzir a desigualdade de renda. Uma maioria esmagadora deseja uma jornada de trabalho de seis horas sem redução salarial.
Embora a maioria dos políticos concorde que encarcerar jovens de 14 anos é algo positivo, a maioria dos cidadãos suecos comuns não pensa assim. Os suecos não confiam em Israel e nos EUA — apesar de os políticos concordarem que a cooperação deve continuar. Ao mesmo tempo, as pessoas sentem os efeitos da pobreza e exigem que os políticos façam algo a respeito.
Se os partidos de orientação vermelho-verde tivessem demonstrado que falavam sério ao defender pautas como a jornada de trabalho de seis horas sem redução salarial e a reestatização de infraestruturas e serviços de bem-estar social privatizados — e se tivessem se oposto ao imperialismo dos EUA e de Israel —, teriam conquistado uma vitória esmagadora.

O problema era, simplesmente, que as políticas da oposição não diferiam, em sua essência, daquelas do governo de direita.
A pobreza já havia começado a aumentar rapidamente enquanto os social-democratas estavam no poder — um fato que os partidos do Acordo de Tidö fizeram questão de ressaltar. O desemprego já estava alto. Os ricos estavam ficando mais ricos.
Na política externa, o Riksdag tem demonstrado uma unidade notável. Todos aceitaram a necessidade de investir somas vultosas no rearmamento das forças armadas suecas, como parte do rearmamento da OTAN sob a influência de Trump. Tanto o Partido de Esquerda quanto o Partido Verde aceitaram a adesão da Suécia à OTAN e apoiam o rearmamento com a mesma prontidão dos demais partidos.
É claro que a coalizão vermelho-verde reclamou um pouco do desvio de verbas de ajuda ao desenvolvimento, do apoio a Israel e assim por diante. Mas eles não têm nenhuma alternativa real. Sempre que a mídia atacava os ativistas do Partido de Esquerda que defendiam a causa palestina, acusando-os de antissemitismo, os social-democratas aplaudiam os ataques contra seu provável aliado. A direção do Partido de Esquerda cedeu e reagiu expulsando os ativistas visados.
Ida Gabrielsson, do Partido de Esquerda, tentou se defender marcando um gol contra:
“Há pesquisas mostrando que pessoas de esquerda são mais propensas a abraçar teorias da conspiração.”
É algo tão absurdo que chega a deixar as pessoas sem palavras.
Os membros do Partido de Esquerda não são antissemitas. A esquerda não é adepta de teorias da conspiração, ao contrário da extrema-direita, onde elas abundam. Para os eleitores de direita, a declaração de Gabrielsson soa como uma tentativa verdadeiramente patética de transferir sua culpa.
Defender-se na política baseando-se na descrição da realidade feita pelo adversário é como tentar se defender no futebol chutando a bola contra o próprio gol. Nesse aspecto, a oposição realmente se superou.
Kristersson criticou o fato de que os Social-Democratas jamais teriam tomado a iniciativa de propor medidas como a prisão de jovens de 14 anos, justamente por cooperarem com o Partido de Esquerda e o Partido Verde. Magdalena Andersson defendeu-se argumentando que os Social-Democratas tinham, de fato, reformulado sua política de justiça criminal (aproximando-a da política dos Moderados) e que buscariam cooperação com outros partidos (leia-se: os Moderados) para aprová-la.
Exatamente o mesmo ocorreu nos debates sobre migração. Os social-democratas enfatizaram que haviam “revisado” sua política. Em outras palavras, eles aceitaram a visão racista da realidade propagada pela direita: a de que a imigração gera grandes problemas na Suécia.

Até mesmo o Partido de Esquerda sinalizou disposição para manter muitas das alterações do governo na política criminal. Eles não conseguiram defender as suas próprias políticas, recusando-se a reconhecer que estas levariam a um aumento do número de pedidos de asilo. O objetivo era claramente evitar o debate.
O que deveria ter sido uma ofensiva genuína contra a islamofobia e o racismo do governo transformou-se numa defesa mal executada contra os ataques do próprio governo.
Quando Ulf Kristersson criticou os Social-Democratas pelo aumento de impostos, estes prometeram que não os aumentariam excessivamente. Por sua vez, o Partido de Esquerda combinou ataques a bilionários com alardes sobre as suas ligações com o setor empresarial.
Outra possível parceira de coalizão — Elisabeth Thand Ringqvist, do Partido do Centro — dedicou a maior parte de seu tempo de fala nos debates a atacar o Partido de Esquerda. Ela atuou como uma garantia de que um governo de coalizão social-democrata adotaria políticas econômicas favoráveis aos ricos.
Quanto à questão climática — tema em que o atual governo não mediu esforços para aumentar as emissões e destruir o meio ambiente —, a falta de alternativas por parte da oposição permitiu que a direita voltasse a concentrar a atenção na energia nuclear. Essa é mais uma área em que os social-democratas aceitaram esse absurdo, ao mesmo tempo em que apresentam o Partido de Esquerda e o Partido Verde como um problema.
Muitos eleitores devem ter se perguntado: queremos o original — ou a cópia pálida e dividida? Quanto mais as pessoas viam a oposição durante a campanha eleitoral, menos queriam votar nela.
Suas chamadas “linhas vermelhas” resumem tudo isso. O Partido de Esquerda demonstrou estar disposto a abrir mão de todo o seu programa apenas para garantir um lugar no governo. Os Social-Democratas os criticaram e enfatizaram que desejam cooperar tanto com os Moderados quanto com os Democratas-Cristãos. O Partido do Centro recusa-se a cooperar com o Partido de Esquerda e exige uma política de centro-direita. No entanto, os assentos do Partido de Esquerda são necessários.
Então, qual será, afinal, a política de Magdalena Andersson? Ninguém sabe ao certo — provavelmente nem ela mesma. Mas será uma política de direita.
A oportunidade perdida pelo Partido de Esquerda
Na verdade, ninguém esperava nada diferente. Três em cada quatro pessoas pensam que não se pode confiar que os partidos cumprirão suas promessas.
Uma longa trajetória de experiências com políticos suecos de todas as vertentes consolidou essa conclusão. Quantas vezes os social-democratas, com o apoio do Partido de Esquerda e do Partido Verde, prometeram enfrentar a crise do Estado de bem-estar social e a pobreza? Quantas vezes nos prometeram o fim do desemprego em massa?
Em vez disso, vimos o oposto: mais de três décadas de cortes e privatizações. Quem quer que tenha estado no governo não fez nenhuma diferença fundamental. Menos de um em cada cinco suecos confia nos partidos políticos.
Não é sem razão que o entusiasmo pelo Partido de Esquerda, pelo Partido Verde e pelos Social-Democratas desapareceu há muito tempo.
De fato, durante esta eleição, a confiança nos políticos caiu de forma mais acentuada entre os eleitores da coalizão vermelho-verde – sobretudo entre os apoiadores do Partido de Esquerda e do Partido Verde. A confiança nos políticos entre os eleitores que votam no Partido de Esquerda não esteve em patamar tão baixo faz 28 anos. Ao mesmo tempo, a proporção de eleitores do partido que afirmaram que o líder – a face pública das políticas da legenda – era de grande importância para o seu voto caiu para o segundo nível mais baixo entre todos os partidos.
A eleição de 2026 teria sido uma oportunidade de ouro para uma alternativa de esquerda radical e militante.
Após quatro anos de um governo de coalizão, 59% dos eleitores dos Democratas Suecos acreditam agora que o partido “se tornou igual aos outros” — um “partido do establishment“. Nos redutos rurais dos Democratas Suecos, a participação eleitoral caiu, assim como o número de votos recebidos pelo partido. O apoio aos Democratas Suecos também sofreu uma queda acentuada entre os membros da Confederação Sueca de Sindicatos (LO).
Paralelamente, os Social-Democratas mantiveram a tendência de perda significativa de apoio entre os eleitores da LO e na maior parte do país, especialmente nas áreas rurais. Essa situação deveria ter oferecido ao Partido de Esquerda uma oportunidade clara de conquistar eleitores da classe trabalhadora insatisfeitos, tanto com os Social-Democratas quanto com os Democratas Suecos. No entanto, os ganhos do partido foram apenas marginais.
Em vez disso, quem se beneficiou foi uma infinidade de partidos de protesto locais. No norte da Suécia, o Partido de Norrland conquistou cadeiras em vários municípios. Na extrema-direita, o Partido de Örebro obteve 17% dos votos em Örebro.
Isso demonstra o quão fadada ao fracasso está a estratégia do Partido de Esquerda — a de se tornar aceitável e apto a governar, apresentando-se como políticos profissionais prontos para negociar qualquer coisa a fim de garantir um lugar no governo. Quanto mais eles atrelam seu destino a um Partido Social-Democrata que se desloca rapidamente para a direita, menor é a oportunidade de crescimento para o Partido de Esquerda.
Foi apenas entre dois grupos que o Partido de Esquerda obteve ganhos reais. Entre os jovens eleitores, houve uma guinada à esquerda, e o partido conquistou mais de 13% dos votos. Essa diferença foi ainda mais acentuada nos subúrbios. Nos 311 distritos eleitorais situados no que a polícia classifica como “áreas vulneráveis”, o Partido de Esquerda ampliou seu apoio em 14 pontos percentuais, atingindo um total de 31,9%.
Em Rinkeby, Estocolmo, o partido obteve mais de 54% dos votos. Em Rosengård, Malmö, conquistou mais de 45% em diversos distritos. Áreas como essas foram o principal motor do crescimento do Partido de Esquerda na eleição.
O fato de a agitação racista ser uma das poucas questões nas quais o Partido de Esquerda ainda não se alinhou aos demais partidos fez dele a escolha de muitos imigrantes e jovens que se sentiam desesperados e furiosos com essa agitação racista.
“O Partido de Esquerda é o mais humano. Eles querem nos inserir a nós, imigrantes, no mercado de trabalho e nas escolas, enquanto os outros partidos só querem nos excluir. Eles nos usaram como peça de manobra política no debate”, disseram os sírios de Rosengård ao jornal Sydsvenskan.
“Muita gente fala de Rosengård como se o lugar fosse só problemas. E muitos fizeram comentários racistas. Mas o Partido de Esquerda está me dando uma chance”, disse um trabalhador da limpeza.
Essa revolta com o racismo da direita explica por que a participação eleitoral nas chamadas “áreas vulneráveis” aumentou mais de cinco por cento, enquanto caiu no restante do país. As pessoas saíram para votar em algo o mais distante possível dos “partidos do Acordo de Tidö”.
Mas o que elas vão receber é mais do mesmo.
Por uma alternativa revolucionária
Qualquer que seja o governo formado com base na maioria de direita no Riksdag, ele adotará políticas antioperárias, imperialistas e xenofóbicas, no interesse do capitalismo sueco.

A ascensão de Magdalena Andersson ao cargo de primeira-ministra dará aos Democratas Suecos a chance de recuperar o papel perdido de alternativa ao establishment. A situação se agravará ainda mais se o Partido de Esquerda, de uma forma ou de outra, se aliar ao governo.
Jimmie Åkesson parece perceber isso. Quando a oposição liderava as pesquisas com dez pontos percentuais de vantagem, um mês atrás, ele não se limitava a falar em liderar a nova oposição de centro-direita; ele esperava que isso pudesse lhe garantir o cargo de primeiro-ministro em 2030.
Se os Democratas Suecos não conseguirem se reposicionar como um partido que canalizasse o descontentamento, outras legendas — talvez o Partido de Örebro — poderão crescer à sua direita. A natureza tem horror ao vácuo. A aversão aos políticos encontrará uma válvula de escape, de uma maneira ou de outra. Enquanto não houver uma alternativa à esquerda, poderá ser um partido de direita a ocupar esse espaço.
Para aqueles que realmente desejam combater o racismo, o extremismo de direita e a política de direita, não há caminho a seguir por meio de manobras parlamentares, concessões à direita e o abandono de suas próprias políticas.
Os social-democratas, o Partido Verde e o Partido de Esquerda — sem mencionar o Partido do Centro — não têm mais nada a oferecer. Eles baseiam suas políticas na gestão do capitalismo sueco. Os interesses das grandes empresas sempre vêm em primeiro lugar. Isso significa que interesses imperialistas ditam a política externa e que os trabalhadores são explorados de forma cada vez mais implacável internamente.
O fato de a oposição ter perdido sua ampla vantagem no último mês não se deve, fundamentalmente, a problemas em suas táticas eleitorais. O problema é que eles não oferecem nenhuma alternativa real às políticas de direita, uma vez que tais políticas decorrem naturalmente das necessidades do capitalismo sueco.
63% dos suecos acreditam que a Suécia está caminhando na direção errada. Apenas 12% acreditam que a próxima geração estará em melhor situação. Isso é uma condenação contundente de todo o sistema.
O capitalismo em 2026 significa imperialismo, guerra, pobreza, criminalidade, crise climática e muito mais. As pessoas buscam uma alternativa — e nós devemos construí-la.
No Partido Comunista Revolucionário, estabelecemos a meta de triplicar nosso número de membros até a próxima eleição, para que possamos nos tornar uma referência na esquerda. Isso é, ao mesmo tempo, possível e necessário.


