Em defesa de Trotsky e das tradições bolchevique-leninistas
Em agosto de 2026, rememoramos o falecimento de Trotsky, um dos mais importantes pensadores marxistas e revolucionários do século XX. Ao lado de Lênin, foi um dos principais dirigentes da Revolução Russa de 1917, um dos acontecimentos mais importantes da história moderna. Pela primeira vez, a classe trabalhadora tomou e manteve o poder e, por meio de seus próprios instrumentos de poder, como os sovietes (conselhos formados por operários, camponeses e soldados), estabeleceu um Estado Operário. Após 86 anos de sua morte, as ideias de Trotsky permanecem vivas e continuam inspirando a construção de verdadeiros partidos comunistas revolucionários em diferentes partes do mundo.
Qual era o problema que Trotsky buscava resolver?
Ao desenvolver a Teoria da Revolução Permanente, Trotsky buscava responder a uma questão: por que a revolução aconteceu justamente em um país capitalista atrasado, a Rússia em 1905, e não nos países capitalistas mais desenvolvidos na época como Inglaterra ou na Alemanha? Para responder a essa questão, Trotsky se debruçou sobre a teoria marxista e as lições da história.
Toda revolução possui tarefas que precisam ser resolvidas. Por exemplo, na França feudal do século XVIII, era necessário destruir privilégios feudais, unificar o mercado nacional, reformar o Estado etc. Essas tarefas foram resolvidas pela Revolução Francesa de 1789. Já na Rússia czarista do século XIX, era necessário derrubar o czar, realizar a reforma agrária, estabelecer um Congresso de Deputados eleitos pelo povo e acabar com a subjugação de outras nacionalidades. Consequentemente, a necessidade de resolver determinadas tarefas impõe a necessidade de responder qual classe é responsável por resolvê-las. A resposta “clássica” era: a burguesia. Isso porque essas tarefas eram consideradas de caráter democrático e burguês, e não socialista. Tanto mencheviques quanto bolcheviques concordavam que as tarefas da Revolução Russa eram democráticas, mas divergiam profundamente sobre qual classe poderia conduzir a revolução e sobre a forma política que dela resultaria.
Algumas correntes marxistas na Rússia interpretavam de maneira mecânica a relação entre desenvolvimento capitalista e revolução socialista. Marx havia declarado que a revolução socialista começaria em um país capitalista avançado, mas essa declaração tinha a ver com o fato de que, em sua época, as revoluções estavam acontecendo justamente nos países europeus, como a França e a Alemanha. O que ele previu, mais precisamente, é que, para que o socialismo fosse vitorioso, era necessário que a revolução fosse capaz de derrubar o capitalismo nos países mais avançados.
Por outro lado, quais eram as principais características da burguesia a partir do século XX? Na virada do século XIX para o século XX, o mundo conheceu uma nova época do capitalismo, o imperialismo, e isso mudava muita coisa, em especial para as burguesias nacionais dos países considerados “atrasados”. Nesses países, a burguesia havia se tornado profundamente dependente do capital financeiro e dos grandes latifundiários e, na prática, atuava como sócia-menor das burguesias imperialistas dos países “desenvolvidos”. Ou seja, apesar de possuir interesses próprios e, em alguns casos, entrar em conflito com as burguesias imperialistas, a burguesia nacional dos países “atrasados” não tem – via de regra – condições ou disposição para levar até o fim determinadas tarefas democrático-nacionais em conflito com o imperialismo, o latifúndio e o próprio proletariado. Na prática, ela teme muito mais os trabalhadores do que odeia a opressão imperialista à qual está submetida. Essa é uma das ideias centrais da Teoria da Revolução Permanente. Partindo dessa nova condição, fruto do desenvolvimento do capitalismo em sua fase imperialista, apoiado na teoria marxista e na experiência da Revolução Russa de 1905, Trotsky explicou que:
- Na época do imperialismo, as revoluções nacionais estão inseridas em uma economia e em uma luta de classes de caráter internacional;
- Nos países de capitalismo “atrasado”, a burguesia nacional é incapaz de levar até o fim as tarefas democráticas e nacionais;
- Essas tarefas, em sua totalidade e de maneira consequente, só podem ser realizadas pela classe trabalhadora, apoiada no campesinato e nos demais setores explorados, sob a direção do proletariado;
- Ao conquistar o poder, o proletariado não interrompe a revolução nas tarefas democráticas, mas é levado a avançar para medidas socialistas;
- A revolução começa em âmbito nacional, mas sua consolidação depende do desenvolvimento da revolução internacional;
- O socialismo não pode ser plenamente construído de forma isolada.
Em outras palavras, as tarefas democráticas da Rússia só poderiam ser realizadas pelo proletariado revolucionário, apoiado na massa camponesa empobrecida. Trotsky previa que, depois de conquistar o poder, o proletariado não interromperia sua luta nas tarefas nacionais e democráticas. Ele precisaria começar a implementar medidas socialistas. A dinâmica da luta de classes obrigaria o governo operário revolucionário a ultrapassar continuamente os limites do capitalismo.
O que Trotsky vivenciou na Revolução Russa de 1905?
Os democratas liberais lutavam por reivindicações como um Congresso de Deputados eleitos (Duma), mas isso só foi conquistado pela Greve Geral de 1905. Mais tarde, quando os operários começaram a lutar por uma jornada de 8 horas, esses mesmos “democratas” passaram a atacar a classe trabalhadora russa. A burguesia russa se beneficiava muito da renda dos grandes latifúndios. Por isso, não tinha nenhum interesse na reforma agrária.
Trotsky e Lênin compartilhavam a compreensão de que a burguesia russa não poderia cumprir de maneira consequente as tarefas da revolução, embora, em 1905, partissem de formulações diferentes sobre a forma política que a Revolução Russa assumiria. A Teoria da Revolução Permanente nasceu da experiência viva da Revolução Russa de 1905, na qual Trotsky desempenhou um papel central como dirigente. Por isso, ele tinha uma posição diferente sobre como as tarefas democráticas da Revolução Russa seriam resolvidas.
Os mencheviques (reformistas) se apoiavam em no “esquema clássico”: primeiro, a revolução burguesa; depois, o desenvolvimento do capitalismo; por último, a revolução socialista. Lênin e os bolcheviques (revolucionários) compreendiam uma fórmula algébrica que deveria ser resolvida pelos acontecimentos históricos: a Ditadura Democrática do Proletariado e do Campesinato. A posição de Trotsky era que o proletariado tomaria o poder apoiado no campesinato e dirigiria uma revolução de caráter proletário que permitiria que as tarefas democráticas fossem realizadas em direção à implementação de medidas socialistas. Ou seja, não seria duas revoluções, uma burguesa e outra proletária, separadas por um longo período de desenvolvimento capitalista:
Durante o período em que o poder pertence à burguesia, a divisão do nosso programa em programa máximo e programa mínimo reveste um significado profundo e fundamental de princípio. O próprio fato de a burguesia estar no poder elimina do programa mínimo todas as reivindicações que são incompatíveis com a propriedade privada dos meios de produção. Estas reivindicações formam o conteúdo de uma revolução socialista e pressupõem a ditadura do proletariado. Mas a divisão em programa máximo e programa mínimo perde todo o significado, tanto em princípio como na prática, desde que o poder esteja nas mãos de um governo revolucionário de maioria socialista. Um governo proletário não pode em caso algum fixar-se em tais limites (Trotsky. Balanço e Perspectivas, 1906).
A Revolução Russa (1917): Lênin e os Bolcheviques
A experiência concreta da luta de classes na Revolução Russa em fevereiro de 1917 levou Lênin a formular uma orientação que convergia, em aspectos fundamentais, com as conclusões que Trotsky havia desenvolvido desde 1905:
- A incapacidade da burguesia de completar a revolução democrática;
- A necessidade de o proletariado assumir o poder apoiado no campesinato;
- A transição imediata das tarefas democráticas para medidas socialistas.
Essa compreensão está expressa nas famosas Teses de Abril de Lênin, que buscavam reorientar a tática do Partido Bolchevique. Poderíamos citar alguns exemplos, como a luta para que o poder passasse às mãos do proletariado (Tese 2: “A peculiaridade do momento atual na Rússia consiste na transição da primeira etapa da revolução, que deu o poder à burguesia […], para a sua segunda etapa, que deve colocar o poder nas mãos do proletariado e das camadas pobres do campesinato”); a total desconfiança em relação à burguesia (Tese 3: “Nenhum apoio ao Governo Provisório”); a necessidade de construir um Estado Operário (Tese 5: “Não uma república parlamentar […] mas uma república dos sovietes de deputados operários, assalariados agrícolas e camponeses”); as reformas democráticas e a implementação de medidas socialistas (Tese 6: “Confiscação de todas as terras dos latifundiários” e Teses 7 e 8: “Fusão imediata de todos os bancos do país num banco nacional único” e “Não ‘introdução’ do socialismo como nossa tarefa imediata, mas apenas passar imediatamente ao controle da produção social e da distribuição dos produtos por parte dos sovietes”); a superação da divisão entre programa mínimo e programa máximo (Tese 9: “Emenda do programa mínimo, já antiquado”); e o internacionalismo revolucionário (Tese 10: “Iniciativa de constituir uma Internacional revolucionária”).
Tanto Trotsky quanto Lênin, especialmente a partir de 1917, apoiados no marxismo e no materialismo dialético, chegaram a conclusões convergentes sobre as tarefas da Revolução Russa e sobre o papel dirigente do proletariado. Enquanto isso, os Mencheviques ficaram presos em um esquema a priori e acabaram apoiando o governo provisório de caráter burguês, que estava pronto para esmagar o proletariado e o campesinato russos.
Outro fato importante é que a posição de Lênin sempre foi a de que o destino da Revolução Russa de 1917 estava ligado ao das revoluções nos países europeus avançados. Isso era uma compreensão da estrutura da economia mundial e do desenvolvimento das forças produtivas. Mas, após a morte de Lênin, em 1924, a burocracia que consolidava seu poder na direção do Partido Comunista Russo e da Internacional Comunista passou a transformar em orientação estratégica a ideia de que seria possível construir o socialismo integralmente nos limites nacionais da URSS, independentemente da vitória da revolução nos países capitalistas avançados. Assim, a revolução mundial deixava de ser apresentada como uma condição para a consolidação do socialismo e passava a ocupar o papel subordinado à suposta defesa da URSS.
As caricaturas em torno da Teoria da Revolução Permanente
Muitas vezes, conhecemos a Teoria da Revolução Permanente por meio de “caricaturas”, ou seja, falsificações sobre o que de fato Trotsky defendeu. Essas caricaturas foram originalmente propagandeadas pela burocracia que consolidou seu poder na direção do Partido Comunista Russo e da Internacional Comunista, em sua luta para enterrar as tradições leninistas-bolcheviques, cujo fio de continuidade se encontrava na luta de Trotsky e da Oposição de Esquerda contra a burocratização do Estado Operário. Até hoje, as mesmas caricaturas são disseminadas por aqueles que se autodenominam “marxistas-leninistas”. Muitos dos quais, na prática, defendem posições e ideias da antiga burocracia stalinista.
A Teoria da Revolução Permanente explica que a revolução socialista deve eclodir em todos os países ao mesmo tempo? Não. Inclusive, Trotsky liderou, junto de Lênin, a Revolução Russa de 1917, uma revolução que não aconteceu simultaneamente com todas as revoluções do mundo. O que a Teoria explica é que a revolução começa nacionalmente, mas se desenvolve na arena mundial, posição idêntica à de Marx, Engels e Lênin. Por isso, Lênin criou junto com Trotsky a Internacional Comunista exatamente com o objetivo de ajudar o desenvolvimento da revolução mundial.
Trotsky despreza o papel do campesinato nas revoluções? Isso não é verdade. Inclusive, na Rússia, o campesinato constituía a maior parte da população. Marx havia observado que as condições práticas e concretas da vida campesina impossibilitavam que essa classe desempenhasse um papel independente (O 18 de Brumário de Luís Bonaparte). Ou seja, o campesinato tem um papel a cumprir, mas esse papel é auxiliar à direção proletária, a única classe capaz de enfrentar a exploração sofrida pelos camponeses contra a grande burguesia de forma revolucionária e independente. Para Trotsky, o campesinato tem um papel fundamental como força aliada ao proletariado, mas não pode constituir uma direção política independente capaz de levar a revolução até suas últimas consequências. No capitalismo, é o proletariado que detém as alavancas econômicas.
Trotsky não tinha fé na revolução em países atrasados e campesinos, como a China, por exemplo? Na verdade, ele tinha muita confiança na possibilidade da revolução mesmo em países atrasados e predominantemente camponeses. A questão chinesa é um exemplo. A posição da direção da Internacional Comunista, após a morte de Lênin, era de subordinação do Partido Comunista Chinês ao partido nacionalista e burguês de Chiang Kai-shek, o Kuomintang. Por outro lado, Trotsky defendia que os comunistas chineses mantivessem um partido independente, liderando os proletários e camponeses chineses a tomar o poder. A política de subordinação ao Kuomintang desarmou politicamente o proletariado chinês diante da ofensiva de Chiang Kai-shek, terminando na derrota da Revolução Chinesa de 1927 e no massacre de milhares de comunistas e revolucionários. Ou seja, Trotsky defendia que a revolução era possível, mesmo em um país atrasado e campesino, desde que a classe trabalhadora mantivesse sua independência política em relação à burguesia.
A Teoria da Revolução Permanente explica que não existe uma etapa democrática da revolução nos países atrasados? Na verdade, o que a Teoria explica é que as tarefas democráticas são cumpridas pelo proletariado, que também tem seus interesses de classe, como o fim do desemprego e o planejamento da economia. Portanto, não se trata de deixar de lado as tarefas democráticas, mas também não se trata de realizá-las e, apenas após um longo período, começar a lutar pelas tarefas socialistas. Ou seja, não há uma separação de “etapas históricas” entre uma revolução democrática conduzida pela burguesia e uma futura revolução socialista. Sob o poder proletário, a própria realização das tarefas democráticas coloca novas tarefas de caráter socialista.
A Teoria da Revolução Permanente explica que, mesmo em uma revolução bem-sucedida, quando o proletariado toma o poder, é impossível implementar tarefas socialistas, devendo-se esperar pela revolução mundial? A ideia de construir uma sociedade “completamente” socialista, dentro dos limites da URSS, passou a ser sistematizada pela direção do Partido Comunista Russo a partir de 1925. Não era uma ideia comum a Lênin e aos bolcheviques. Ao mesmo tempo, a Teoria explica que o proletariado no poder desenvolve as tarefas democráticas e começa a implementar medidas socialistas, devido aos seus interesses de classe, mas a consolidação de uma sociedade plenamente socialista só é possível em relação ao desenvolvimento da revolução mundial. Isso não significa que o proletariado no poder deve se deter em suas tarefas históricas enquanto a revolução proletária não se desenvolveu em outros países.
Qual é a relevância da Teoria da Revolução Permanente hoje?
O “trotskismo”, tal como foi alcunhado pela burocracia stalinista, na verdade, é o fio de continuidade das tradições leninistas-bolcheviques, porque nele estão contidas as perspectivas filosóficas do materialismo dialético e os princípios revolucionários. Para os comunistas que atuam nos países de economia “atrasada”, como o Brasil, a Teoria da Revolução Permanente é absolutamente relevante e atual. A burguesia brasileira e o capitalismo completaram as tarefas nacionais e democráticas? Diante da enorme dependência financeira da burguesia brasileira, do domínio dos grandes latifundiários – marcado pelo avanço do agronegócio –, da desindustrialização relativa e da dependência em relação aos países imperialistas, pode-se chegar à conclusão que não. Mas seria a burguesia brasileira a classe que pode resolver essas tarefas?
Nos países onde o desenvolvimento do capitalismo é “atrasado”, a Teoria da Revolução Permanente demonstra que os comunistas não devem se limitar a estabelecer uma forma mais democrática de governo capitalista ou ajudar a classe capitalista a desenvolver o capitalismo nacionalmente. Pelo contrário, é necessário manter a independência política da classe trabalhadora e construir um verdadeiro partido revolucionário dos trabalhadores.
Se nos lembrarmos de episódios da história do Brasil, como a Ditadura civil-militar de 1964-1985, na qual setores importantes da burguesia brasileira, junto com a burguesia imperialista americana, realizaram um verdadeiro consórcio para ampliar a exploração sobre a classe trabalhadora, e considerando os atuais processos de privatização dos bens públicos, é reacionário pensar que a classe trabalhadora brasileira possa se apoiar em algum setor desses para resolver nossas tarefas democráticas. Além disso, o Brasil está inserido em um contexto econômico e político mais amplo e internacional, que utiliza mecanismos como o sistema financeiro, o monopólio das multinacionais e a dívida pública para sugar as riquezas produzidas pela classe trabalhadora.
Uma revolução não acontece por causa de um líder carismático ou porque os revolucionários ordenam que ela comece. As revoluções acontecem por razões objetivas: as contradições sociais se acumulam em um grau tão elevado que se torna impossível para as massas viverem nessas condições.
Trotsky nunca partiu de uma análise moral, mas da compreensão dialética do desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo. O capitalismo mundial não desenvolve todos os países de maneira uniforme: elementos extremamente modernos convivem com elementos extremamente atrasados em um mesmo ambiente. Uma fábrica automobilística altamente automatizada pode existir ao lado do trabalho precário e informal; o agronegócio pode utilizar GPS e inteligência artificial enquanto convive com uma estrutura histórica de concentração fundiária.
A Teoria da Revolução Permanente parte dessa realidade e procura responder a questões fundamentais: quais classes podem cumprir determinadas tarefas históricas? Quais alianças são possíveis? Quais são os limites de cada classe? E, principalmente, qual classe pode dirigir a transformação revolucionária da sociedade?
O problema do “esquema clássico” dos reformistas, que a Teoria da Revolução Permanente supera, é a ideia de que o proletariado deveria subordinar sua ação política aos interesses da democracia burguesa, aguardando o pleno desenvolvimento do capitalismo para somente então colocar na ordem do dia suas próprias tarefas históricas. O erro dessa ideia não é apenas teórico, mas político, pois assim, a independência de classe deixa de ser um princípio revolucionário e o partido revolucionário da classe trabalhadora passa a correr o risco de se transformar em uma ala esquerda da democracia burguesa.
A revolução brasileira não será a repetição mecânica de experiências passadas, mas também não pode ser desenvolvida se estiver presa a esquemas que subordinam a classe trabalhadora a uma suposta burguesia progressista. É necessário partir das condições concretas do capitalismo brasileiro, de suas relações com o imperialismo, da estrutura de classes e das contradições que atravessam o país.
Para nós, a atualidade da Teoria da Revolução Permanente está na necessidade de compreender que não existe uma etapa histórica em que a classe trabalhadora deva abrir mão de sua independência política. A tarefa dos comunistas é organizar a independência de classe, construindo as condições subjetivas para que a classe trabalhadora possa cumprir seu papel histórico: dirigir a transformação da sociedade.


