“Há agora um ressurgimento da ameaça comunista em nossa terra”, declarou Trump aos pés do Monte Rushmore, no 250º aniversário da Revolução Americana. “Você pode ser leal a Karl Marx ou pode ser leal à América. Você pode ser comunista ou pode ser patriota. Não pode ser os dois.”
[Publicado originalmente em communistusa.org]
Determinado a transformar as eleições de meio de mandato de 2026 em um referendo sobre o “comunismo”, o presidente dedicou nada menos que um terço de seu discurso de 4 de julho ao espectro que assombra o país. Um show de fogos de artifício de 23 minutos seguiu-se imediatamente à diatribe, que ele concluiu com seu bordão característico: “A América jamais será um país comunista”.
Essa é uma declaração e tanto para um presidente que está conduzindo o imperialismo dos EUA rumo a uma derrota humilhante diante do Irã; que zomba das centenas de milhões de americanos que sofrem sob o peso da inflação crescente; que libera capangas mascarados para assassinar e fazer desaparecer pessoas inocentes nas ruas americanas; e que oculta os arquivos de Epstein porque seu nome aparece neles 38 vezes mais do que o nome de Jesus na Bíblia.
Não é de se estranhar que os índices de aprovação de Trump estejam em terreno negativo há 16 meses, situando-se atualmente no nível mais baixo de sua carreira política e prestes a cair ainda mais.
Avanço dos socialistas democráticos
Por sua vez, um número crescente de americanos não se deixa abalar pelas táticas desgastadas da classe dominante de estigmatizar adversários como “comunistas” (red-baiting). Essa retórica não é novidade e em nada freou o apelo das ideias socialistas e comunistas nos EUA.
Segundo a Reuters, Trump atacou o comunismo 81 vezes nas duas semanas seguintes à vitória, em 23 de junho, de três candidatos dos Socialistas Democráticos da América (DSA) — Claire Valdez, Darializa Avila Chevalier e Brad Lander — nas primárias do Partido Democrata em Nova York para o Congresso. Esses resultados ocorreram logo após a vitória surpreendente de Chris Rabb, membro dos DSA, na disputa por uma vaga aberta no Congresso na Filadélfia, e foram seguidos por outro sucesso dos DSA em Denver, onde Melat Kiros derrotou um democrata “progressista” que ocupava o cargo há 15 mandatos.
Nos últimos meses, candidatos dos DSA também avançaram nas eleições para prefeito em Washington, D.C. e Los Angeles, dando continuidade ao impulso gerado pela vitória de Zohran Mamdani em Nova York. Neste mês, a DSA anunciou ter atingido a marca de 120 mil membros, afirmando ser a maior organização socialista da história dos EUA.
Pesquisas recentes confirmam o avanço do socialismo e do comunismo nos Estados Unidos e pintam um quadro cada vez mais sombrio para o capitalismo. Uma pesquisa do Instituto Cato — de orientação direitista —, divulgada em 2 de julho, mostra que 37% dos americanos têm uma visão favorável do socialismo, e 21%, do comunismo. Vale destacar que o apoio ao comunismo cresceu sete pontos percentuais em relação à pesquisa do ano passado, enquanto a adesão ao socialismo caiu seis pontos — um sinal de radicalização crescente. Além disso, uma pesquisa do Wall Street Journal de 8 de julho revela que 51% dos americanos não acreditam que o capitalismo esteja funcionando bem — ou sequer funcionando —, um aumento em relação aos 37% registrados em 2015.
Espumando de raiva
Desconectados do verdadeiro sentimento da sociedade, candidatos do Partido Republicano em todo o país estão seguindo o exemplo de Trump. Em um discurso furioso e descontrolado, o presidente da Câmara, Mike Johnson, declarou o seguinte:
Estamos travando uma batalha agora mesmo no Congresso sobre se vamos manter nosso status de república constitucional ou se vamos abrir mão disso, desmantelar as fundações e seguir por esse caminho sombrio de morte em direção ao comunismo. Essa é a questão em jogo nas eleições deste outono… Esses pequenos e insanos mini-Mamdanis que estão surgindo por todo o país; eles representam um perigo para você e sua família.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, seguiu o mesmo caminho:
Trata-se de uma revolução comunista em pleno curso que está tomando conta do Capitólio, aqui mesmo em Washington, D.C. Os pacientes estão comandando o hospício. São pessoas insanas que defendem posições contrárias ao que chamo de três pês: prisão, polícia e propriedade privada.
A imprensa capitalista desencadeou uma enxurrada de ataques tóxicos contra o comunismo e os milhões de jovens trabalhadores que o abraçam abertamente. Um exemplo particularmente nauseante surgiu no The Wall Street Journal sob o título A Geração das Selfies é o Erro dos Baby Boomers. Qual é a explicação profunda do autor para a adesão dos jovens ao socialismo e ao comunismo?
Jovens eleitores estão elegendo candidatos socialistas que destilam ódio contra aqueles que alcançam a grandeza. Esses movimentos não visam criar oportunidades. Eles se baseiam em ressentimento, redistribuição e na convicção de que os seus próprios fracassos são resultado do sucesso de outra pessoa. É uma política de inveja travestida de justiça.
A marca registrada da geração jovem de hoje é a selfie. Uma foto de si mesmo, tirada e publicada para obter a aprovação dos outros. Isso diz tudo. E quando o mundo não oferece a validação que os jovens foram levados a acreditar que merecem simplesmente por existir, a explicação é sempre a mesma: o sistema é viciado, as cartas estão marcadas, alguém tem demais.
O autor, Dr. Scott Atlas, entende bem de fracasso: ele foi um membro de destaque da força-tarefa sobre o coronavírus do primeiro governo Trump, a qual supervisionou a resposta desastrosa do governo à pandemia que matou cerca de 1,2 milhão de americanos. É o fracasso retumbante de figuras como Trump e o Dr. Atlas — e do sistema capitalista que eles defendem — que está levando milhões de pessoas a se voltarem para a esquerda.
A razão para a enxurrada de acusações que utilizam o comunismo como espantalho é clara: Trump, o Partido Republicano e seus apoiadores enfrentam a derrota em novembro caso concorram com base em seu próprio e deplorável histórico. Eles estão disseminando o medo do comunismo para mobilizar sua base vacilante, numa tentativa desesperada de salvar suas carreiras políticas — e o sistema que defendem.
Os Democratas se juntam ao ataque
Por sua vez, os liberais estão amplificando as bobagens anticomunistas de Trump. Em uma tentativa lamentável de provar a lealdade de seu partido aos bilionários, um grupo de candidatos Democratas passou o final de junho formulando uma “Promessa à América“, que soa como uma declaração programática da burguesia. O primeiro ponto diz: “Somos capitalistas, não socialistas”.
O “compromisso” prossegue explicando que eles desejam uma “economia em crescimento, justa e competitiva” que “recompense o trabalho árduo”, de modo a tornar possível “ter casa própria, criar uma família, pagar pela assistência médica e aposentar-se com dignidade”. Em seguida, declara: “Priorizaremos o enfrentamento da dívida nacional de forma honesta. Devemos pagar nossas contas e não deixar nossos filhos endividados”.
Em um país com quase 40 trilhões de dólares em dívida pública — e que cresce 1 trilhão a cada 100 dias —, esses dois objetivos são mutuamente excludentes. Assim como fizeram na década de 1990, os Democratas querem equilibrar o orçamento às custas dos pobres e da classe trabalhadora por meio de austeridade, aumentos de impostos, desemprego e inflação, enquanto mantêm a classe dominante (e seus trilhões) a salvo e protegida.
James Carville, estrategista Democrata e porta-voz do establishment do partido, engrossou as críticas, chamando os socialistas democráticos de “idiotas de merda” antes de acrescentar: “Tenho orgulho de ser liberal. Não sou de esquerda. Não acredito que se deva fragmentar o sistema… se você pensa assim, culpe a ala esquerda do Partido Democrata pela catástrofe que enfrentamos agora, pois a culpa é deles tanto quanto de qualquer outro grupo.”
Independência de classe
Dias antes dessa declaração contundente, Carville participou da Fox News para atacar Darializa Avila Chevalier, a candidata ao Congresso recém-indicada pela seção de Nova York dos DSA: “Não acho que os Democratas no Congresso devam aceitá-la como integrante do Partido Democrata. Ela, na verdade, descreve a si mesma como socialista democrática”. A implicação de sua fala é que Chevalier e outros socialistas democráticos deveriam pertencer a um partido próprio, separado dos Democratas.
Andrew Yang, empresário milionário e ex-pré-candidato Democrata à presidência e à prefeitura de Nova York, observou: “Neste momento, o Partido Democrata é, na verdade, pelo menos dois partidos em um só”.

Os candidatos socialistas democráticos avançaram dentro do Partido Democrata, mas estão longe de “ganhá-lo”. É provável que, em 2026, mais socialistas democráticos sejam eleitos para o Congresso e outros cargos pelo país, mas, mesmo no melhor dos cenários, eles continuarão sendo uma pequena minoria. Mesmo supondo as melhores intenções, esses candidatos se verão em um ambiente hostil e estranho — o do Estado burguês —, enfrentando enormes pressões da classe dominante de todos os lados, sem nada que se assemelhe a um partido da classe trabalhadora para apoiá-los ou cobrar-lhes responsabilidade.
Uma vez no Congresso, o que farão os socialistas democráticos recém-eleitos? Eles votarão para confirmar Hakeem Jeffries como presidente da Câmara caso os Democratas conquistem a maioria, tal como fizeram seus antecessores em relação a Nancy Pelosi? Afinal, ele é o líder do partido deles no Congresso. Eles lidarão com a esmagadora dívida federal mantendo a tributação sobre a classe trabalhadora? Continuarão financiando as forças de repressão, como fez Zohran Mamdani em Nova York?
Essas são questões em aberto, mas o histórico dos socialistas democráticos eleitos não é promissor. Alexandra Ocasio-Cortez votou com os Democratas para negar aos nossos sindicatos ferroviários o direito de greve em 2022, ao mesmo tempo em que se recusou a se opor ao envio de 500 milhões de dólares para as forças armadas de Israel em 2025. Mamdani recuou discretamente de promessas populares de campanha, como o transporte de ônibus gratuito, enquanto “equilibrava” o orçamento adiando pagamentos para o fundo de pensão da cidade. Todas essas são consequências de aceitar os limites impostos pela política burguesa, em vez de buscar meios para expor, romper e superar essas restrições.
As táticas adotadas pela nova leva de candidatos sugerem que não há nenhuma abordagem alternativa sendo oferecida. Antes mesmo de sua campanha começar, Chevalier se deu ao trabalho de excluir contas antigas em redes sociais que continham declarações criticando Kamala Harris, classificando Joe Biden como estuprador e descrevendo O Capital, de Marx, como uma “leitura essencial e obrigatória”! Ela chegou a pedir desculpas pessoalmente a Kamala Harris depois que essas postagens vieram à tona e rejeitou publicamente as acusações de que seria comunista.
Ela faria muito mais pelo movimento socialista se mantivesse essas ideias corretas e as defendesse perante a classe trabalhadora, em vez de se curvar à hierarquia partidária e renegar o comunismo para ganhar a simpatia de seu partido.
O que faria um verdadeiro partido dos trabalhadores?
A regra prática para avaliar se uma tática promove a causa da classe trabalhadora é a seguinte: ela ajuda os trabalhadores a entenderem que sua classe é o agente da mudança fundamental? Ela amplia a unidade de classe, desenvolve sua organização e coesão e eleva seu nível de consciência e confiança?
Conduzir campanhas dentro do Partido Democrata produz o resultado oposto. Isso obscurece a linha divisória entre as classes, acorrenta a classe trabalhadora às instituições capitalistas e atenua a divisão de classes. Fomenta a falsa ilusão de que a colaboração com os exploradores trará, de alguma forma, uma forma mais amena e gentil de capitalismo. Confunde o socialismo com os Democratas, amplamente odiados, o que levará à decepção com o próprio “socialismo” quando as promessas eleitorais forem rompidas.
Em contrapartida, os comunistas abordam a atividade eleitoral tendo em mente o nosso objetivo final: a criação de um governo operário, que remova a classe capitalista do poder político e econômico ao nacionalizar os monopólios da lista Fortune 500, estabelecer uma economia democraticamente planejada, acabar com o imperialismo e implementar um programa socialista que garanta emprego, moradia, saúde e educação para todos.
Além disso, compreendemos que um governo operário não pode surgir por meio do Estado burguês. Uma revolução é necessária — e possível —, como demonstram as recentes lutas de massa contra o ICE, a revolta por George Floyd e as inúmeras greves gerais e revoluções que varreram o mundo nos últimos anos. O único meio de alcançar uma revolução socialista vitoriosa é a criação de um partido comunista de massas que a classe trabalhadora possa utilizar para se organizar em prol do poder político e econômico.
A luta de classes ocorre em três frentes distintas e interligadas: a frente política, que inclui eleições e manifestações de rua; a frente industrial, das lutas sindicais e greves; e a batalha ideológica para esclarecer quais ideias a classe trabalhadora precisa para vencer a guerra de classes e remodelar a sociedade. Um partido comunista combate o inimigo de classe em todas as frentes. Ele representa um tipo de partido político muito diferente dos partidos burgueses que a maioria dos americanos passou a detestar. Democratas e Republicanos não passam de máquinas eleitorais a serviço da classe Epstein.
Os candidatos e representantes eleitos de um partido socialista genuíno veriam o desenvolvimento e o fortalecimento desse partido como sua prioridade máxima. Cada ação que empreendessem teria em vista a vitória final da revolução socialista.
Ao lutarem com unhas e dentes por cada medida que traga melhorias reais para a classe trabalhadora, políticos socialistas genuínos utilizariam suas campanhas e cargos eletivos para dialogar com a classe trabalhadora, levando as ideias da luta de classes aberta e da teoria marxista para os debates no parlamento, para a mídia e para a linha de frente de manifestações de massa e greves. Em um momento em que a confiança em todas as instituições dominantes está ruindo, eles não buscariam restaurar a credibilidade dessas instituições; pelo contrário, tratariam de expô-las ainda mais como instrumentos cínicos da classe capitalista. Eles utilizariam a autoridade conquistada por meio das campanhas e vitórias eleitorais não apenas para lutar por reformas, mas para organizar as greves e outras lutas necessárias para concretizá-las.
Políticos comunistas, que aceitariam receber apenas o salário médio de um trabalhador, vinculariam toda essa atividade à necessidade de construir o partido revolucionário, em vez de simplesmente promoverem suas próprias carreiras individuais. Seu papel seria servir como a face eleitoral do partido, atuando a seu serviço para impulsionar a luta contra o capitalismo como um todo.
A juventude volta-se para o comunismo
Karl Liebknecht escreveu a famosa frase: “Quem tem a juventude, tem o futuro”. A pesquisa do CATO de 2026 revelou muita preocupação com o apoio da Geração Z ao socialismo e ao comunismo:
A Geração Z destaca-se por ter mais pessoas que simpatizam com o socialismo (53%) do que com o capitalismo (45%). Mais de um terço dos americanos com menos de 30 anos (38%) afirmam ter uma visão favorável do comunismo. Isso significa que o número de americanos da Geração Z com uma visão favorável do comunismo (38%) é quase tão grande quanto o daqueles com visão favorável do capitalismo (45%). Além disso, a Geração Z é a única faixa etária que apresenta uma visão mais favorável do que desfavorável em relação ao comunismo (38% favoráveis, 36% desfavoráveis).
Para fins de comparação, a pesquisa do CATO de 2025 constatou que 34% dos americanos da Geração Z tinham uma visão favorável do comunismo. Isso significa que a aprovação do comunismo entre a Geração Z cresceu quatro pontos percentuais em apenas um ano. Ademais, os resultados de 2026 indicam que mais integrantes da Geração Z apoiam o socialismo do que o capitalismo — sendo esta a única faixa etária em que isso ocorre.

Isso não é obra do acaso; a Geração Z cresceu conhecendo apenas crises, declínio, desordem e polarização de classe. Eles estão tirando as conclusões necessárias, mesmo sem a presença de um partido socialista ou comunista de massa para influenciar suas visões.
Imaginem só o que poderia ser alcançado se tal partido existisse, articulando e coordenando ativamente as lutas contra o ICE, contra o genocídio na Palestina e contra a intervenção imperialista em Cuba e na Venezuela, além de organizar sindicatos em setores industriais inteiros e muito mais!
O material humano já existe entre os quase 60 milhões de norte-americanos que veem o comunismo de forma favorável. Se apenas 1% deles fosse organizado e treinado nas ideias e métodos marxistas, isso representaria uma força de 600.000 combatentes de classe, capazes de alcançar camadas mais amplas da classe trabalhadora. Essa é a tarefa a que nós, Comunistas Revolucionários da América, nos propusemos.
O comunismo vencerá
Marx e Engels iniciaram O Manifesto Comunista com as seguintes palavras: “Um fantasma ronda a Europa — o fantasma do comunismo… Onde está o partido de oposição que não tenha sido tachado de comunista por seus adversários no poder? Onde está a oposição que não tenha retrucado com a acusação infamante de comunismo, tanto contra os partidos de oposição mais avançados quanto contra seus adversários reacionários?”
O fato de a ala liberal da classe dominante sentir a necessidade de cerrar fileiras com a ala MAGA — de caráter antissistema — para atacar o socialismo e o comunismo diz muito sobre a situação desesperadora que nosso inimigo de classe enfrenta.
Nos anos que se seguiram ao colapso da União Soviética, a classe dominante presumiu que o comunismo estava morto e enterrado para sempre. Acreditando na sua própria propaganda sobre a “ordem liberal-democrática”, a suposta eficiência da economia de mercado e o “fim da história”, eles jamais esperaram ter de enfrentar o comunismo novamente nos Estados Unidos. Mas, como aponta O Manifesto Comunista: “O que a burguesia produz, acima de tudo, são os seus próprios coveiros”.
O sistema bipartidário, aperfeiçoado pelos capitalistas para dividir e conquistar a classe trabalhadora americana, está com os dias contados. Assim como o próprio capitalismo, ele não existiu sempre e não existirá para sempre.
A crise política gerada pela luta contra a escravidão e pela incompatibilidade desta com o desenvolvimento do capitalismo culminou em uma eleição presidencial disputada por quatro candidatos em 1859, vencida por um novo partido liderado por Abraham Lincoln. O resultado foi a Guerra Civil — a segunda revolução dos Estados Unidos.
As eleições de 1912 também foram uma disputa acirrada entre quatro candidatos, num momento em que o capitalismo norte-americano ainda estava em ascensão e consolidando seu poder em meio a intensos conflitos industriais nas siderúrgicas, minas de carvão, ferrovias e fábricas têxteis do país. O Partido Socialista, liderado por Eugene Debs, obteve 6% dos votos e conquistou o primeiro lugar em muitos distritos eleitorais decisivos da classe trabalhadora.
Assim como nas décadas de 1850 e 1910, a luta de classes está se intensificando drasticamente nos Estados Unidos hoje. Àqueles que presumem que o sistema bipartidário é imutável e inabalável, dizemos que as forças da história são muito mais poderosas do que qualquer aparato burocrático.
A crise do capitalismo está despedaçando o cenário político dos EUA, com figuras como Marjorie Taylor-Greene e Tucker Carlson abandonando abertamente o Partido Republicano. Do outro lado do espectro político, 81% dos eleitores democratas acreditam que “o sistema precisa de grandes mudanças” ou que deve ser totalmente “derrubado”, e as eleições recentes são apenas a expressão mais recente desse sentimento.
A luta de classes emergente nos EUA deixará claras as linhas de classe, mais cedo ou mais tarde. Um novo partido de massas independente da classe trabalhadora surgirá, de uma forma ou de outra. A questão é se ele estará munido das ideias, do programa, dos métodos e da liderança necessários para derrotar o capitalismo. Os Comunistas Revolucionários da América estão se preparando para levar essas ideias com ousadia ao movimento, a fim de garantir que a terceira revolução americana termine em vitória.


